O PRAZER E O DESPRAZER

25/06/2023
Revele o melhor de si, mas não negue suas sombras!
Ninguém alcança o cume de uma montanha, sem o valor dos tropeços ou suas quedas! 
O que te faz seguir um caminho?

Seus olhos estão para o cume da Montanha, ou para a sua base?

Escolhas

Dizem que fazer uma escolha não é fácil.  Se há um meio para vivermos em harmonia, deva ser ao reconhecimento da balança. O peso à conquista, à derrota, à frustração (...) revela o seu olhar para a vida, o rumo tomado e o que deseja fazer a partir da consciência de uma realidade ou dissolução da ilusão. No entanto, o desejo esconde ao inconsciente outras montanhas, rios, com topografias desconhecidas, adormecidas ou guardadas. Seguir o caminho para o autoconhecimento demanda esforços íntimos, dolorosos. Ao ficar no cume, perdemos o conceito da base ou raiz do problema. Se não subir, possamos viver adormecidos à dor, pausados no berço, como bebês dependentes do alimento materno. Sem autonomia, capacidade decisória, ficamos perdidos, sonolentos, acomodados. Falta coragem ao enfrentamento?

 Para ressignificar as dores que nos abatem, emudecem, paralisam há a necessidade do esforço ao  passo meditativo. Onde, em cada movimento, se revela a busca de soluções. Na falta de esclarecimento, melhor visitar o passado onde as lembranças das noites escuras e atormentadas, revelam os conflitos. Seguir para o futuro sem trabalhar o núcleo central do problema é uma projeção da queda do cume. A ilusão da distância pode lhe dar o refrigério, mas a questão que lhe afoga, entristece permanece em seu intimo. Desapegue do que lhe causa a dor, escolha viver consciente de todo conflito. Quem busca uma resposta, encontrará a solução. Tenha paciência, resiliência como forças para sentir o por do sol, para depois o seu renascer ao acordar.  

Escolha uma trilha, sinta a direção tomada. O impacto do esforço proverá a análise necessária.

Respire, medite antes de continuar, persistir ou desistir.

Caso falte o ar, seja inteligente,  ande vagarosamente. Não apresse seus passos.

Na parada o refrigério mental eficiente. Medite, algo deixou para trás, questione-se! Fuga? Reflexão? Ressignificando objetivos?

Ao apelo orgânico, o sintoma revela como o aviso amigo. Deve voltar à base da montanha, ou seguir ao seu cume? O que deixou para trás?  

Diário de pensamentos by Adriana Helena Moreira, uma eterna buscadora!