O impulso 

12/02/2024

Quando me coloquei a escrever, esta tarde, um impulso tomou conta de minhas mãos. Com movimentos desconhecidos, revelava o que encobria o inconsciente. Freud se tivesse aqui! Não resistiria a análise e o divã seria o hálito que me faltava ao acordar. Sem dúvida, transcorrer as linhas parecem letras vivas, coloridas ou em pigmentação. Se antes translúcidas, agora estão sendo esculpidas com formas e cores. O artesão ao expressar suas emoções transforma a matéria utilizada. Entendendo a mente criativa e artística, com as nuvens da ciência, deixo me levar pelo instante. Se devo acrescentar, extrair, diluir, reter ou descobrir novas matérias primas, ainda não sei. Somente, a alma repousa sobre a obra nascente, inspirada pelo hálito antes distraído à mente desejosa. Sua leitura é como revelar o segredo, o mistério, aquilo que estava sobre o leito. Acordada sigo aos instante da vida, decodificando cada movimento que se emerge da mente, agora consciente. by Adriana Helena Moreira, uma buscadora de si mesmo.